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Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Não t(ã)o breve <12.>

Caim
Anjo caído
Filho concebido
De um ato puro, nobre.
Onde Lúcifer num gesto conjuga a dor
E agora Caim, cai em si pobre.
Queima; deserto em alma.
E ali jaz Abel traído, em horror, em paz, em viva-alma...

(Finalizada em 1.2.2007).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Não t(ã)o breve

Combinações num mundo de lógica e ideologia.
Dentre as ciências, dramaturgia.
Desejo universal de explicar, arte de sábios, excêntricos...
Poetas de números vazios, que às vezes tão concêntricos.
Tornam-se estrelas do exato, do imutável.
Mentes que fazem jus ao infinito, insaciável.
Sábios, tolos, medindo suas teorias, seus pensares.
Seus pesares...

(Finalizada em 1.2.2007).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Não t(ã)o breve

Via-se em paredes e pinturas,
Jovens, velhas em confronto ao descascar.
E quando sublime eram as cenas suas,
Ou tão irregulares... E sujas quanto ao chão de meu bar.
Mas esta era sua vida, sua morada,
E acinzentava-se na cor de seus cabelos.
E quem diria agora a morte via-lhe em sua última entífada,
Derrubando o ser sobre os joelhos...

(Finalizada em 1.2.2007 às 17h26min).

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cur(t)as <09.>

Má comida! Cara de lombriga
Ferida... Por um falo torto;
Ou morto, sem se mexer...
Pode a fazer sair sem gemer...

(Finalizada em 19.9.2007 às 19h33).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cur(t)as

Mãos tuas: _ Não levante
Pés! Não ande... Ou corra – MORRA!
Pálido, olha o caixão falido. Caído no buraco...
Saia dele; caia nele... Cave ele...
Com as mãos – Patas!

(Finalizada em 19.9.2007 às 19h33).

domingo, 25 de janeiro de 2009

Cur(t)as <07.>

Queria ter um conjunto de coisas
Loucas; coisas incomuns e pessoais;
E que as use todos os dias, coisas normais...
Comuns à abstração relativamente incapaz. – COISAS!

(Finalizada em 19.9.2007 às 19h33).

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <06.>

Vamos fazer um amor expresso meu bem;
Depois; não me leve a mau!

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <05.>

Bote a tua roupa,
Não! Tire-a novamente...
Agora me veja como por uma ultima vez.
Agora... “Kiss, Kiss; Bye, Bye”.

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <04.>

Mulheres preferem doce ao salgado
Suspiro, nozes, passas e “Ferrero Rocher ”

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <03.>

Tua carne parece-me macia
Mas é tão... “Pura”
E não paro de morder.

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <02.>

É o exterior que nos atrai...
E às curvas, à pele e o que a cobre...
Depois o resto nos conquista.

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <01.>

Califórnia e canja de galinha;
No ônibus uma libanesa linda...
E vestia verde, cabelos amarrados;
A ela vi passando e sentou ao meu lado.

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

domingo, 18 de janeiro de 2009

Íntimo Segredo *

Uma paixão é como
Um olhar nos teus olhos,
Um olhar que me revela
Um íntimo segredo teu
Que só a Deus confias
E que aos poucos eu compreendo.

Uma paixão revela
O que sentes a outra pessoa,
E o que sentes pode te escravizar
Escravizar-te ao coração
O coração e a mente.

Uma paixão é revelada
Durante o mais profundo dos olhares,
O que sentes por mim,
E por um momento enfim,
Percebo que não sou o único,
Único a me sentir assim.

(Finalizada em 2007).

sábado, 17 de janeiro de 2009

Prostituta

UMA puta!
Assim se via...
Usado sentia-se: enquanto fitava a jóia.
Vendia seu tempo por UNS trocados,
E o trabalho que realizava também não era mais digno,
Isto o feria a face...

Perdera sua vida por conta de um erro.
E agora transformou o erro em sua nova vida... POIS,

Via ele completamente nu,
E nele aprendia a corromper o homem;
E as pedras se faziam OURO
E o sol-lunar a acordara...

(Finalizada em 2007).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Inexpressivo...

A noite não teve luar,
As nuvens encobrem a pouca beleza que existe, assim como no meu coração.

As músicas...
É...
Sinceramente elas foram o pré...
...O pós,
E o tudo da minha vida;
Músicas tristes, calmas melodias melancólicas prontas para me seduzir;
Levar-me novamente ao erro.
IMAGINAR...
Como um dia já fiz,
Antes de ter todas as noites neste encontro com a morte,
Por mim, por ti,
Para multiplicar o meu entendimento sobre a vida,
Sobre tudo.

(Finalizada em 2007).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Universo e Egoísmo... (Anjo moreno...)

Deixe-me experimentar a tua razão, segredos de um anjo de magia, inspiração...
Amo-te por tanto, que a separação traz dores para não recordar...
Por isso ponha tuas armas sobre a mesa, traga-me tua sedução.
Faça da eternidade noite de deleite, onde possa te afagar. Contemplar...
Nas coisas que dizes neste momento de grafite, me mostram que jamais será como foi,
Quando me tornar mais cinza, terei ante mim a tua juventude...
E compreenderei a tua razão ante nossa plenitude.

(Finalizada em 2007).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Universo e Egoísmo...

Quantas as estrelas cujo infinito é tão impróprio quanto o universo.
Um universo em mim, almejando conhecimento; almejando o lugar de deus...
Ser único, sozinho na rua, nos fascínios teus.
Sei e confesso que é um desejo um tanto perverso,
Mas queria para mim essa nebulosa de ciência...
Tornando a vida mais clara nesta selva de sóis, em minha deficiência.
Com Cristo no pescoço e o diabo na cabeça...
Onde em mim nada se faz; nada se cria, segredos cujos demônios persistem.
E o passado volta a me sucumbir até que eu apodreça...
Pois aqui jaz luz onde hoje trevas persistem.
Memórias...

Uma hora inverto a mesa,
Crio um modo para confundir o destino...
- Tempo, espaço,
Nada é relativo,
Nada é real... -
...Chuto este balde de merda.
O surrealista, magoando as pessoas...
[Elas que se fodam]
... E me coloco antes disso tudo;
Refaço minha vida.
Os ventos mudam, e o meu destino se apaga...

(Finalizada no finzinho de 2006).

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Xangrilá

[Encare-se o âmago dóreo de minhas faces]
Jazes entre os infernos de meus poemas;
E tua alma “ciana-escarlatina” escreve minhas palavras,
Entre os caídos,
OS PECADORES...

Pois sois como o ferro em que trabalho
Forjo minhas espadas e escudos,
Sacrifico minha carne,
Purifico-te.

Até os anjos nos invejarão,
Teremos as chaves dos céus e infernos,
Alar-nos-emos e cairemos entre os podres,
Julgaremos magos e poetas,
E apagaremos ao luar.

(Finalizada em 2007).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Olhos negros...

Olhos negros, olhos negros,
Pele, nua perfeição,
Caminhar, arte, leveza, carinho;
INSTINTO...
Fito-te, carrego.
Abato-te, destruo, salvo.
E minha face turva a tua.
Já não és mais humana,
E não estás mais pro amor.
És a rainha dos meus campos de condenados,
A rainha dos meus infernos diários...

(Finalizada em 2007).

domingo, 11 de janeiro de 2009

Mente em Fuga...

Rubros pedaços de mim,
Jogados aleatoriamente a face...

- Sonhos em sonoridade; ante me espelho turvo,
Um labirinto de lama. -

...E tua alma, teu veneno,
Desfaz-me em luxúria,
No inóspito negro silencio...

- Nos gêmeos dos teus olhares;
E teu cabelo em raras lâminas caindo sobre o rosto,
Meu palato ofegante, e teu sangue-frenesi em mim;
Tuas unhas em minha carne. -

...Onde tudo o que tenho, tudo o que procuro,
É esta fusão de dois sois no espaço da tua cama.

(Finalizada em julho de 2006).

sábado, 10 de janeiro de 2009

Reflexões de Paixão...

Tenho-me, neste momento, semi-anestesiado;
Tenho saudades,
[E pensamentos soltos vêm, e vão].

Da face, tua, lacrimosa em minha memória,
Excitado ao sentir teu respirar ofegante...
...Sussurrando perversos versos a mim,
(paixão aos meus ouvidos).

Estou cansado agora;
O calor me opera o corpo,
Traz a tona às queimaduras em minha pele;
Pois hoje tudo parece mais distante, vazio,
Sem você aqui pra compartilhar da minha paz,
Do meu alento...

(Finalizado em julho de 2006).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Contando Grãos...

Se o universo é infinito,
O perco, o cerco.
E todo pouco de tempo que tenho agora e antes dos tempos é infinito...
Ninguém sabe, mas já me tornei escravo disto também;
E meu amor por ti fez mais disto.
Os grãos me cercaram; fui um deserto em meio a um oceano,
Insaciável, e por isso talvez seja infinito...
E talvez quando parar e racionar o meu amor, eu me decepcione...
E o universo terá fim um dia,
Nas minhas palavras, no meu amor.
Num coração cheio de grãos de areia que calculou o universo...
E a ele deu um fim.

(Finalizada em julho de 2006).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Minha Humanidade...

As coisas que escrevo não mais me satisfazem...
Minha razão não toma meu ser,
E sou VITIMA...

...Vitima dos pecados mortais,
Da ira,
Da preguiça...
E enquanto os sentimentos me tomam,
Perco-me.

A inventividade foge a mim.
A ferrugem paralisa meu corpóreo-rosado.
Pois sou o pecado original...
... O pecado dos anjos,
Dos lençóis mortos,
Do céu e do inferno...
Sou VITIMA dos teus prazeres...
... E da minha humanidade.

(Finalizada no início de 2007).

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Minha Extinção... (Pensei mudar...)

Deixei pra trás as coisas que me fizeram,
As coisas que aprendi,
Tudo para ser melhor pra você.
Ofereci proteção, amor...
Como se toda vez que lhe sentia eu perdia um pouco de mim,
E isso me ajudava a dar a volta por cima.
Mas quando cheguei, vi que não existia mais espaço para mim,
E deixara, eu, de existir...

(Finalizada em 2007).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Minha Extinção... (A capela...)

Chega de visões passadas;
De poesia e dor...
Eram lágrimas luxuriantes que escondiam a face.
E lá versos vagos se espalham;
Nas ruas escuras que no momento me atam, revelam, contrastam;
Cegam-me num desejo quase surreal...
O coração badala no sino da velha capela
E agora anseio apenas um futuro incerto.
Abandonando aos olhos dela as paixões de um mundo irreal.

(Finalizada em 2007).

domingo, 4 de janeiro de 2009

Minha Extinção... (Benzina)

Todas as suas criações
Todas loucas correm,
Brincam entre sangue e urina
Onde os ossos encravam aos pés...
Sacrifícios feitos ao negro âmbito dos homens,
Sais fervem os céus entre nuvens de gás e a carne podre do chão,
Pois vejo o príncipe, cujas gengivas ferem ácido, subindo dos infernos.
E seu cheiro de morte, perversão, irrita a narina numa freneticidade quase imoral...
Mas nossas crianças estão todas loucas.

(Finalizada em meares de 2007).

sábado, 3 de janeiro de 2009

Minha Extinção...

Pobres tolos.
Tenho ira sobre vocês,
Odeio seus modos,
Suas manias desavergonhadas, falsas.
Tem-se acima das regras,
Dos semelhantes;
Mas encontrarão tempos de trevas em seu caminho,
Espalharei a peste,
E meus cavaleiros farão de suas liberdades sonhos,
Utopia...
Ódio lacrado por anos aflora em mim
E hoje não tenho mais vergonha de ti,
Quero que me consumeis e me extinga meu semelhante,
Que já tão estúpidos não são necessários.
E assim também me tornarei um objeto supérfluo,
Para aceitar minha própria extinção...

(Finalizada em 2007).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Pulsar da Águia...

Quisera estar alto,
Tão alto que ninguém pudera escoltar-me.
À morte...
Quisera ver-me alto,
Como águia que voa ao chão;
Olhos que te seguem
Encontram;
Preparada para sucumbir na sede das minhas veias.
E a vida se foi no giro das balas;
No pulsar,
Nos sorrisos trocados,
Nos meus sentimentos que te vêem lá de cima...

(Finalizada em 15.4.2007 às 00h24min).

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Forense

Alma vendida
Apagando...
Caindo sobre o lado errado do cinzeiro – o câncer –
E era o prazer no olhar,
Enigmático, mas tentador.
A taça do gim transparentável – (tóxico) – o refletia;
Em seu reino sobre outros... (soberba)
Induzindo-lhes, corrompendo, e comprando-os; -ferindo-os –
Pois amigos não tinha, era coexistente ao silêncio,
“A ausência” presente – e assim existia,
Sobre a face da terra, envolto no gim...
Sabe-se que ali esteve;
“Pena não saber quem o foi...”.

(Finalizada em 8.6.2007).