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Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Blue Monday...

Todas as segundas são...
Assim.
E como isto soa?
Saber que o dia é...
E apenas é.
Um dia, no azul,
No cinza incondicional.
De qualquer jeito
Também és...
Lamúrias?
Sim.
Irracionais
talvez; inconstantes como tu
E tua personalidade camaleável...
E como isto soa agora?

Sim, como segundas...

(Finalizada em 9.2.2007 às 15h49min).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O Amanhecer...

Exausto,
Por fim,
Deplorável.
Um resto humano excuso de inocência.
E agora,
Em sua pior forma,
Apresenta...
O CIRCO DOS HORRORES!!!
E eu
Como atração principal.
Mais um porre,
Talvez,
Nada que me incomode...
Atrase-me...
E os gatos perderam seus interesses... E os cachorros não viram o amanhecer...

(Finalizada em 10.2.2007 às 13h49min).

domingo, 28 de dezembro de 2008

A Mulher do Black-jack...

It’s clear
Shine faces roll by the street
Faces in mud
Flogged for flee…

A woman passes me around
A woman… in a painful black-jack dress
Flying on a whisky jar
Joking on my eyes
… And her knees
Thong and eyes
Connected… understanding each other
And going to waste.

I leave her
A woman…
And is much clearer right now…

(Finalizada em 26.3.2007).

sábado, 27 de dezembro de 2008

Scanner

Sobre canhões;
Baterias deles; caminhava o homem.
E os grilhões...
Que o prendiam viam-se por cair...
Do lado, na estrada, soldados caiam,
Irmãos se feriam...
Azul e vermelho, sangue e fel.
Animais sem arreios, inferno e céu.
...

O cheiro, cru, da manhã invadia;
Corria...
Pelos corpos e altares
UM HOMEM SORRIA;
Entre tolos de armas...

(Finalizada em 2007).

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

El Dorado

Rubricado liga o palato
Boca a boca
Um doce ato.

Pele louca... // [em rugas leves e rancor,]
Um pranto suado
Um calor amado
Entre carinhos e navalhas em dor...

Altruísta mau de Jesabel;
Da herege, uma prece...
/ --- ... --- /
À cidade de Babel.

Riscas nos olhos
Espiando o que sobrou
Arrastando-se

Levando o que ficou.
Assim era Jesabel
Princesa e prostituta
Nas terras de Babel...

(Finalizada em 2007).

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Não Tenha Pena

Em pó,
Jogado;
Sobre a sarjeta;
UM VERME...
O verme do homem
Dum homem arrasado.

E se você
Alguma vez,
Já se sentiu assim; - FLUTUANDO,
Num leve aroma, pelo ar...
Sei que nesta hora tem pena de mim:
Por que...
Procuro razões para não ficar...

(Finalizada nos meares de 2007).

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Alma Turmalina...

Quisera ser deus...
- Poeta das cores... -
...Quisera ter,
O mundo em museus...
-... Da fantasia, dos amores. -
...E ser deus;
Para desenhar-te em versos,
Em desejos submersos;
Nesta perpétua-roxa...

...No acaso dos seus olhares;
Nos negros dos meus palmares.
Mas não tenho esse poder...

...E já não posso mais te ter.
Pois este, meu fim, sincero em mim, traz o que desperto,
E espero num futuro incerto. - Perpetuo...
...Numa alma abatida, aflita,
Alma morta, maldita... –

(Finalizada em 2007).

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Carta do Soldado Anônimo

Amo-te,
Que dizes, fazes ou pensas...
Cria-me, recria e satisfaz.
Do sol o calor, ardor sagaz.

Mas quero que tu saibas; hoje me alentas.

Eu que exposto em outra terra.
Penso na volta, e você na porta pronta pra me amar...
Mas se aqui, eu, morro as coisas podem mudar.
Do homem, chorando as lágrimas duma guerra,
...
Pela mulher que ficou para lhe deixar.

(Finalizada em 2007).

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Perverse Blues Love

No palco o blues rasgado pelas balas,
Às chaves sobre a mesa, e o solo irreprimível dos olhares,
O blues boy, um poema do asfalto cuja vida leva nas malas,
E junto a ele, o demônio que em si carrega.
Um copo a mais, e ele chega aos seus definhares.
Um corpo a mais, e esta noite lhe cega.
Pois não é de aço, é apenas um etílico nu em pensamento,
Enquanto a chuva corre-lhe o rosto e a estrada caminha para trás.
Ele é um apaixonado lutando contra o abrasamento,
E se ela não vier, pode o sol jamais nascer, pois pra ele falta não faz.
Sem ela era o blues boy, filho da noite, com a barba por fazer,
Correndo entre os becos, cheirando a cigarros, bebidos e prazer,
Agora não importa mais quantas balas ele disparará,
Será sempre etílico assim,
E se hoje há um ultimo blues que ele cantará...
Este último, sem ela, não encontrará fim.

(Finalizada em 10.12.2006 às 01h37min).

domingo, 21 de dezembro de 2008

Pedra Lunar

Doce, como a pedra que voltou da lua...
Tinha os olhos humanos todos para si,
[E estava só].

Ora fora o acumulo do pó de tua rua,
A pedra filosofal de tua época, o elixir...
[Agora é pó].

De teu véu o mundo esquecera; de tua lua...
O céu da minha boca dando notas em mi,
Bemolisadas em dó...

Correndo, em teu ouvido, nua e crua;
Como uma noite, quisera o luar para si...
E estive só...

(Finalizada em 3.4.2007 às 14h56min).

sábado, 20 de dezembro de 2008

Escusa Razão

Para aquele que vê minha queda falante
Escuta e perdoa-me, pois sou a carta da ilusão.
A ultima escolha, hino da quimera de AUGUSTO, o errante.
E ora já fui cabo a sua razão;
E que razão é esta que tão furtiva
Escusa-me de minha realidade
Torna-me fogueira em sua vaidade
E estas suas tão funestas;
ESTAS! Injustas e sujas, onde minha boca sangra; ativa;
Onde ela recorre ao perdão de tua saliva...

(Finalizada em 22.2.2007).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A Revolta dos Amantes da Chuva...

Dobrava meus olhos,
Para o sumo conde do alvorecer.
E que hoje vinha por renascer...

Invasor de sonhos e desejos,
Que dava-nos sua explicação,
Pois era da terra o fogo aberto nos relampejos,
Filho de seiva bruta e pura perdição.

...

E se hoje vinha a cavalo e esporas;
É por que em algum dia vós fôreis embora,
Oh filha de céu púrpura e carmesim.
Se um dia tu foste embora. – FOSTE POR MIM...

(Finalizada em 10.2.2007 às 17h29min).

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Down (Deja-vu).

Um ano,
Será que cochilei?
UM ANO...

As palavras,
As poesias,
ERAM,
Em meras revoluções na língua do trovador.

Ainda vejo o poder em minhas mãos,
Exalando o óleo de MINHA IRA;
Mas que poder agora fraco, que não me suporta...

Uma réplica do passado,
Dos exércitos destruídos,
Do sangue derramado...

E de meu peito, do pulsante arrancado em suas mãos.
QUATRO ANOS; será que cochilei?

(Finalizada em 29.5.2007 às 00h33min).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Made in Brazil!

Ouço vozes desesperadas.
Vozes roucas – poucas, desordenadas.

E ASSIM FALOU GETULIO:
_ “Deixo a sanha dos meus inimigos...”
Em sangue carne, coração;
Tudo o que não sobrou aos meus amigos.
À honra de um povo, uma nação!
Ouviam-se emudecidos gritos de um “velho Brasil”,
Por um “ex-ditador” que fora eleito... – [depois, pelo povo]
Jaz morto, suicida de um tiro no peito;
Um tiro em meu “velho Brasil”

Agora ouço vozes pronunciando Brasil com “Z”
Para qualquer cego ou tolo ver – e crer!
E é tão belo; tão clássico...
Algo quase que mágico,
E fazes a eu chorar – [em inglês talvez]
E querer um dia “estar sem mesmo estar” – pois agora é a minha vez!
E digo eu gentil; “DEMOcracia” para furtar o meu velho Brasil...

(Finalizada em 10.9.2007 às 22h08min.
Durante a aula de “Direito Constitucional”).

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Novo Mundo, Brasil

Como que por beleza as ruas são sujas...
E tão imundas estas; de latas, suor e putas cruas.
Batizei-me “duas vezes” no lodo ciumento;
Procurei “outras mais” pelo seu alento...
Gosto disto, gosto dos dias cinzas e frios;
Chuva de pedras-pomes e nádegas em teus rios.
Assisto ao “desmoronar da sociedade” humana;
Critico-te e construo-te, “minha forma urbana”!

...
“Em um novo mundo...”.
_Oh, velho mundo, cheio de nobreza e honrarias!
_Oh, velho mundo, se não notou, estas eram minhas zombarias!
...
Construo, caio e vou ao fundo;
Chafurdo aos porcos, à grandeza deste mundo.
...

Dentre “brados retumbantes”
Tem meu povo relutante;
Procuro “limpar-me desta sujeira”;
Ou talvez “tapar o sol com a peneira”
E condiz; de mãos atadas às promiscuidades de nossa ambição;
Memórias de um país de “sacos de pancadas”, as verdades de nossa criação...
Pois uma única vos grita senil:
Grita sola: _ Pátria amada, Brasil!

(Finalizada em 28.8.2007 às 15h04min.
Amo à pátria que me atordoa;
Amo-a como a mulher que me trai!).

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Salvem as Palmeiras...*

A minha terra tem palmeiras...
E tem ladrão, e o povão que dirige o país pela contramão...
E tem rameiras, meretrizes e prostituição;
É criança; abandonada, alugando o corpo por “um prato e um pão”

A minha terra tem palmeiras...
E tem tanta laia
E tanta malha... fina
E tantas outras “inas”
É cocaína, e é chacina!
E é estriquinina... Pra tanto ladrão
E tanta gente desonesta;
Que população é esta?
Que não faz nada
E agüenta calada;
Faz da minha nação
Essa anedota sem graça
E sem razão...

As minhas terras têm sábias...
E tem gralhas e maracutáias...
E aquela laia que sempre diz:
_ Salve, salve Brasil.
País dos dólares mil...
E é tanto dólar, nas cuecas, fugindo...
E indo, sumindo do povão!
Como toda a riqueza dessa grande nação;
E meu coração que diz assim:
_ Salve “Jorge Bem”,
_ E salvem meus filhos e a mim também...
De tanta bala perdida
E tanta tralha que meu Brasil tem.
É avião, é arrastão...
_ Salve, salve as palmeiras!
_ Salve, salve os sem eira nem beira...
_ Salve, Salve oh!
Pátria amada; Brasil.

(Finalizada em 8.8.2007 às 22h04min.
Amo a pátria minha, e por isto vejo-me possuído pela cólera,
Diante de tantas situações que impedem o progresso desta nação).

domingo, 14 de dezembro de 2008

Aonde Homem é Mulher

Deveria ser, mas não é;
Honesto e sem corrupção...
Mas está metendo a mão... [É MENSALÃO]

Mas não é;
Nação verde e amarela esta preenchida de vermelho.
De estrelas até o joelho...

E eu que gritei...
_ “DIRETAS JÁ!”.
Mas para que democracia – QUE DEMAGOGIA –
Se EU não sei votar!
[Talvez o faça sem pensar].

Pois aqui tudo é o que não deveria ser;
Um país de belezas...
[E grandezas]
VENDO ESTA GENTALHA, VENCER.

(Finalizada em 3.9.2007 às 21h47min).

sábado, 13 de dezembro de 2008

Borboletas Egípcias...

No princípio tudo era fim
Minha alma vazia. – Antitica – MÍTICA
Separa; destrói, tira-me do eixo e transparece nos olhos...
OU ALGO FRIO ASSIM...

– MUDO, inconseqüentemente,
Entorpeço e me perco... –

...Meus ópticos-nervos já não me revelam,
Os vasos secam, a carne apodrece,
E meus pelos param... – Crescem!

Duas borboletas que me vêem não compreendem a dor,
E o gosto que isto me trás.
Elas duas transformam-me em casulo, – ME ANULO!
A minha dor escapa, vaza aos meus olhos, – SE FAZ!
[Um holocausto de sentimentos]
Consumindo na fibra que me protege, – REGE...
Como um rei de um novo Egito, morrendo por renascer.

(Em algum lugar em 2007).

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Jeniffer

Agora que tu és “um bom amigo”;
Faço questão de deixar bem clara minha posição
Sem me importar com todo “amor” perdido
Direi o que achei da sua “nova aquisição”.

Lógico que tua escolha surtiu de “algo exótico”,
Já que não há “padrão” para um belo rosto;
Mas hei examinar teu nervo óptico...
E se nada for, é apenas mau gosto.

Mas beleza não é algo ideal
Sei que a dela é o modo de se vestir...
E isto, querido, será algo irreal;
Todas as noites em que ela se despir.

Desculpe, mas estética é algo tão fútil!
Por isto vou falar da inteligência,
Que é algo mais útil.
Ou seria da tua negligencia...
Visto que no assunto ela é completamente inútil.

E quando abre a boca
Fala incessantemente de festas e sapatos
E deixa aquela imagem de boba...
Por desconhecer todos os fatos...

Em fim deixe-me falar mais um pouco
Sobre aquela que te deixa louco
Não sobre beleza ou sobre inteligência
E nenhuma outra destas indulgências...

Pois o caso de vós é tão insípido
Sem uma gota de emoção...
Que fica até nítido
“Ela é teu bichinho de criação”.

É do sexo que quero falar,
E nisto creio que ela seja boa
Pois algo nela tu tens que gostar
Afinal tu que não ias “procurar” alguém a toa.

E que além do sexo tem belos olhos verdes.
“E isto tenho que dizer”.
Que os meus atributos são melhores que estes;
Pois são azuis como pode se ver.

E não precisa ter ampla visão
Para perceber que nossa ultima transa me secou;
Talvez seja uma simples constatação...
“Você nunca me amou!”.

E é com esta conversa mole
Que tu plantas e coles...

Então joga ela na cama
Que eu vou bem compreender...
E diz que a ama!
“Pois tu ainda tentas me esquecer”.

(Finalizada em 27.9.2007 às 10h50min. Durante a aula de “Direito Internacional”; sobre uma garota com o mesmo nome do titulo, onde tentei descrever o que diria a pessoa que ela se envolveu; isto se eu fosse ela).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Riso Prata

Num jeans rasgado
O ser amargo – como whisky.
E ruas – suas escolhas.
Boas, raras – cara a cara com o carcará;
O tempo se esvai;
O homem se trai...
E o que virá – um ganho acanho...
O carcará em seu curso mediterrâneo!
...
E ele vai brilhar – jogar,
No fim da alta tecnologia
Por mera psicologia – “o crime formal”
Natural aos teus anéis – afeeis...
A brindar ao carcará.
...
E é tão ativo – o “bicho vivo”;
Ligado ao resultado, pelo rabo...
INANIMADO – criando para seu crime
Na vitrine da razão – sem repercussão
NÃO! – Relevante?
Então se levante – ande adiante
Bata nas teclas – cegas,
E mesclas aquele bolo,
Neste rolo de linha – MINHA!
...
Treze vezes te neguei – E peguei;
Eu sei! – Talvez por não saber,
Ou crer... – PECAR, PECAR, PECAR!
Em mechas de cabelos – Solos
De cartas de amor, e flechas de um cupido.
Perdido pós-carcará – Um desastre
Sem punição – Ambição em desgaste.
Oh traste!
...
Uma sonda lunar – Nas ondas do mar
De ilusão...
E tu homem, e tua visão.
Some – sobrevive em ambição – E FOME!
Do homem, que agora é carcará!

(Finalizada em 27.9.2007 às 17h35min. Durante a classe de “Direito Penal”; novamente como que por brincadeira, e resultou em algo leve e bom...).

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Tan-tan-tan-tam!

É festa dos deuses...
Orgias, magias e fantasias despertas...
Saíram os deuses. Foram à festa.
Deixaram o mundo aos homens;
E foram eles se divertir,
Se alegrar, sorrir...
Mas deixaram os homens; a se destruir.

Hoje é dia de festa para os deuses
E que o mundo se afogue em suas fezes.
E tu irmão, que ao teu irmão feres...
E a ti mulher que se prostitui...
Este mundo no que se constitui?
Oh soldado anônimo! Lutas pela liberdade, fraternidade e igualdade de quem há de morrer.
Pois é na festa dos deuses que tudo há de ocorrer...
E será um desastre inigual!
E será em proporções astronômicas...
E a todos os homens soara isto normal,
Pois estão fadados, as suas “proles atômicas”.

É a festa dos deuses
Dure o quanto durar!
É a festa dos deuses
E já não adianta chamar
Ou chorar, gritar,
ESPERAR...
Pois a festa nunca irá acabar.

(Finalizada em 18.9.2007 às 08h40).

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Artista de rua...

Das calçadas.
RUAS
Cruas,
Nuas risadas...

Um bêbado só;
Da água-ardente,
Que inebria a mente...
O leva ao pó!

Passos de menino!
Um assassino!
O choro sem dó!

SEM DÓ...
Desferiu, e feriu...
Por que quem passa
Acha graça.

QUEM PASSA...
Na massa – desordenada
Recriada... – EM APLAUSOS!

Ao artista é o que vale,
Mesmo que ele não fale.
Na caixinha de musica
APLAUSOS – ao que faz sua mímica...

(Finalizada em 17.9.2007 às 21h27min).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pequena!

Pequena moleca
Pequena; teus olhos marcantes...
Aos meus tão errantes
E tua vontade de me ouvir
Faz-me sentir... QUERÊNCIA.

Pequena dos sorrisos jocosos
Dos cabelos maravilhosos...
Oh pequena moleca;
BONECA! – CARÊNCIA.

Tu que conheci e nem “liguei”
Tu que aos poucos me dei
ASSIM!
Teu tamanho pequeno; falso!
Em tua paixão, grande. – Alço!
EM FIM!
Tenho a ti só para mim – PEQUENA!

(Finalizada em 25.9.2007 às 10h50min. Na aula de constitucional; fiz novamente sobre aquela que carrega uma rosa vermelha e dança para mim).

domingo, 7 de dezembro de 2008

Adeus, Jamais!

Eu estava lá quando você o amou...
E quase que vi quando ele lhe negou
A todo esse amor – Que dor!
_ Eu estava lá.

A dor solitária
De uma canalha – eu também senti
Ver você ali...
Eu sorrindo – ELE INDO
E você, chorando... Me perguntando:
“Por que tinha que ser assim” – Mas eu, não responderia por mim
...
Menti, friamente calculado – Poeta de si enganado
Ouvindo seus problemas e almejando – DISFARÇANDO...
Para não a pegar!
...
Agora conversa comigo; como a um amigo...
E seu segredo confidencie – Tuas feridas evidencie
[Mas não se envolva, por que]
Sei que não sou o que você quer! – Mas você sim mulher.
E agora eu aqui
Fazendo você sorrir. – REFLETIR...
Mas sou homem também
E como ele, posso errar... E errar como ninguém,
...
Ferir-lhe talvez mais que fez ele
E talvez fazer você esquecer aquele; que você viu ir.
...
Sorrir!
Mentir! – Que combinação amarga de vida...
Uma história... PERDIDA... Sem fim
SEM INICIO... Assim!
[É tão “eu e você”]
[É tão “ele e você”]
Assim, quem te quer – QUEM TU QUER
Quem não te quer... Por isto acorda mulher!

Eu estou aqui – ME USE
Abuse de mim,
Em fim submeta-me a sua vontade – E QUE MALDADE!
Jogue fora o que consome – MATA MINHA FOME...
...
[Esqueça quem te fez sofrer... e tente!]
[Uma vez apenas tente não se envolver]
... SOFRER
Confie-me – alie-me ao seu prazer
Pois quero fazer você crescer...
Ver o que não pode ver...
E poder sentir algo na historia sua que a faça rir...
Mas agora... BASTA QUERER ME OUVIR.
[Tudo ocorrerá bem. – Talvez você encontre alguém].

(Finalizada em 18.9.2007 ás 13h05min. Para uma colega de classe, que mesmo assim bela, encontra o seu caminho na sinuosa rua dos relacionamentos perdidos...).

sábado, 6 de dezembro de 2008

Hera...

O que virá depois?
Do riso maldito...
Do passado prescrito...
Depreciado e apreciado por nós dois...
E o que virá?
UM DIA,
Todo azul
Será um dia...
Do teu amor,
Ou... DO MEU,
Que se perdeu!
...
Em lagrima à face,
Em desastre!
Oh, dor que trás;
A cor... AZUL.
...
E depois do azul, o que virá?
Pois se viver é perder...
Como poderei eu me trair assim?
E o que virá? – NADA – Viver será sempre assim.

(Finalizada em 17.9.2007 às 21h39min).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Dans le Visage!

“Você tem fome de que?” – “O que quer me dizer?”
Quero te ver...
Em palavras cruas... – Falácia minha...
A LINHA – Cortada, telefone mudo...
SURDO! A me ouvir...
Rir, seguir o rastro do astro mor;
Conheço a musica de cor...
ERA POUCO – Andarilho louco
Focado em agonia...
Pois como dizia minha tia:
_ “Pau que nasce torto nunca quebra!”
GUARDA-CHUVA... GUARDA-LUVA...
É a rima mais perfeita...
Rima para quem me rejeita
No carnaval... – ESTÁS MAL?
E botei tudo o que se disse na gaveta
Da rima perfeita... – DA POESIA DESFEITA...
[Teu canteiro em flores,]
[Dores, amores, e cores de plástico desbotado]
Profanado! – SEXO COM CARETAS...
Manias de poetas, filósofos - CANETAS.
Tudo isto foi o seu jardim
Assim... Incerto, aberto... Para você e para mim!
E como eu seguia a rima do “pipilem plim plim”...
Dizia “Peter” assim:
_ “A melhor forma de esquecer, é passar a viver...”.
E voava e amava
E recriava em fim – A terra do nunca...
ESPÍRITO DE PORCO... – Bicho escroto!
Sonho morto... Em palavras do seu lar
Do mar... – NO BAR para estar onde for...
O AMOR! – Na dor do seu jardim...

Mister Jimmy Cliff and Mister Jack Jones!
Like “Rolling Stones” down the valley… – Just “sax on the beach!”
Sem sentido único, em mim nada o tem!
É um sentido alquímico – BULIMICO...
Como o passado dos nossos pais...
MAS... MAS... MAS...
O que tem de mais querer te ver...
SORVER O QUE EM TI, CRESCER!
E tomar – Rejeitar, teu copo!
TEU CORPO... Como for!
Na escadaria do céu, teu céu... o léu
Vil mel, teu fel!
E eu um pedinte, um requinte... Do teu prazer
A fazer, um dia de teu pequeno momento...
E não importa, pois aqui invento, e aumento o tempo...
Soará este mais lento na tua pequena visão...

Uma concha, de retalhos gastos – FARTOS!
Inexatos... Inaptos ao teu ver...
E crer, implorar pelo quer ter...
Sei que um dia vou perder;
Mas devo saber:
“Você tem fome de que?”...

(Finalizada 18.9.2007 às 15h58min).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Álcool ao Meio-dia... *

Não quero teu amor,
Quero só te curar – Cicatrizar
Toda a dor...
E na cama te jogar;
Fazer-te gemer – TREMER!
Deitar – Dominar
MALTRATAR...
Como o canalha que sou,
Estavas certa quando me negou... – Pois não quero te levantar
Quero de vez te derrubar,
Divertir-me com teus medos – NAQUELES SEGREDOS
Em marcas eternas – abrir tuas pernas e devorar...
PENETRAR – curar,
Brincar e abrigar...
FAZER TEU SANGUE JORRAR... – Um homem sem coração!
...
[Sim baby, sou um Clint Eastwood]
E o vento não vai mais soprar por onde passar
Nada será como será... – Basta jogar.
Pois quero te amar – NA MENTIRA!
Na tua ira. – Nunca serei quem sou
Algo longe de quem te amou...
E sangrou...
Não quero teu amor, baby!
Quero teu vestido rasgado – JOGADO
No azulejo – O QUE MAIS DESEJO
No piano, sem dizer “que te amo!”
Só sexo, PERVERSO – Imerso...
Nos impulsos – REPULSOS!
Avulsos ao submundo dos lençóis, das rosas...
FORMOSAS; pétalas incertas convertidas em libido...
[Sim baby, UM PERVERTIDO]
...
USAR, ENJOAR, DESCARTAR...
Segue o vocabulário, - meu anuário;
De donas, a ladrona do meu tempo;
A canastrona de minha canalhice... – VIGARICE!
Dona dos pensamentos desse cão! – AFLIÇÃO!
SUJEIRA – Percepção...
De que pode ter, e aprouver – MORRER OU VIVER!
Sem amor...

Não quero teu amor!

(Finalizada em 18.9.2007 às 15h05min. Só eu posso saber o que pode dar certo, procuro já não botar a perder por amor, por besteiras fúteis – coisas humanas inúteis – E nada será como a dor, como o amor, como a conversa dos canários franceses... Nada será como a tristeza alheia, como a tua centelha que despertará o amor).

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O Presente - Passado (Três e três...)

ÍMPIO;
Ímpio era eu, eram minhas vestes, era “o que” do mundo em cores se faz.
Ímpio é... E tu foste, “minha”; e é palavras levando um epitáfio naquele que jaz.
E morto... MORRO! ... Das impurezas que visto, sei para onde não vou.
Dia vai; noite vem... Trilhas, a neve irritando teus olhos... E me vou!
Ímpio!

LÁGRIMAS e te apegas à sujeira que restou... ”O que é isto se não é amor?”.
Ímpio! Mas é amor.

(Finalizada em 11.9.2007 às 12h30min. Durante o “PAIDÉIA, grupo de filosofia”; sobre alguns amigos de infância).

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Presente - Passado

É um tipo velho de sentimento...
Conheço-o pelos meus amigos;
Antigos; amigos velhos; catalisadores do meu fermento!
...
Vi vocês todos hoje aqui;
Numa vaga lembrança...
Vaga de acertos em si – minha criança;
Diante destes erros infinitos
E tantos outros MITOS; seus;
Entre medos e anseios meus... – IRMÃOS!
... Meus bons amigos, onde estão?
... ONDE ESTÃO?

(Em algum lugar de 2007).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Helena

Da sagacidade de “hiena”
À fugacidade de tua pequena... BOCA
Que hora teu sorriso me leve;
O órgão me ferve... EM TESÃO!
[E mau lhe enche a boca] – DE EMOÇÃO!

A fantasia de alegria, deste mundo...
Um absurdo proporcionado por tua boca morta-
Boca torta, sem dentes para sorrir...
E se me faz rir é por nostalgia –
Que vem e some.

O ser louco. – escrever prosas em verso –
Fantasia teu corpo.
[O que faz teu ego perverso?]
Tateio-te mais um pouco.
...

Agora quero pôr-te à frente;
Salivo e perco-me nesta essência – TUA;
Nua; e refreio-me! -
Para mostrar na cama, fantasias de minha mente.
De ator! – esqueça agora minhas mentiras...
De amor! – mostre-me tua maravilha;
E seja minha com poucos interesses... sinceros
[eu espero]... Na tua cama,
E diz-me que ama;
Que quer ser minha
BAILARINA... Do sexo;
Sem nexo e sem compromisso –
[submisso]...

Abasteça-me de dor;
Pois meus olhos fogem enquanto anseio-te;
Assim mesmo; sem amor...

(Finalizada em 10.9.2007 às 16h19min. Na “Biblioteca Central da UNIVALI”. Nome alterado, mas para a mesma pessoa de uma crônica minha chamada “mascara”).

domingo, 30 de novembro de 2008

Vigiar e Punir.

Em teu brinco perdido
Em artes cênicas no espelho!
Um nu sereno; um fardo caído...
No vazio do teu beijo.

Quietos! Pensamentos meus...
Esmaece-se em neblina torta;
Em gestos em palavras nos cigarros teus;
Em sentimentos fulos da tua aorta.

Quietos! Alforriamentos meus...
E desejo teu corpo; em golpes de adeus.

Doces alegrias nuas.
...
Em picantes vestes tuas.
...
[Somos animais, banais em fim].

Corto-lhe a carne, a garganta;
Vazo sangue teu;
Cubro teu corpo em minha manta
Dou-te aos braços de “Morpheus”.
[Dou fim a minha sina]

Olhe-me agora
Em nulidade
Vai... Em boa hora
E será verdade.

Tirei meu amor e junto sua vida;
Em meu inverno sem cor.

Quietos! Alforriamentos teus...
Crescem trazendo-nos aqui;
E estás morta!

[Agora]
Estou feliz por termos feito
UM ATO CARNAL PERFEITO!

(Finalizada em 1.9.2007 às 00h36min. A poesia psicótica sempre foi minha sina, não compreendo por que tento me afastar dela).

sábado, 29 de novembro de 2008

Terceiro Império... (Bombas caem...)

Da bandeira, branca, carrego a pureza...
Em alíneas tortas me apego a destreza da minha letra mundana
Profana! Minha palavra se encerra em formas hábeis;
Humana língua traduzida da paz à guerra em horas contáveis.
Pá-pá-cába! – Pá-pá-cába...

(Finalizada em 3.9.2007 às 21h25min).

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Terceiro Império...

Ídolo hebreu e rosas cortadas;
Famigeradas vozes e mãos atadas...
“E a espada brada pesada”
– Seja feita a justiça –
Mulheres e crianças estupradas...
Estive só, e tudo vi;
Os vencedores afirmarão que eu menti.
Diga então, “quem deu olhos à minha nação?”
_ Se não EU, o austríaco plebeu.
Assim culminou-se uma guerra;
Soldados, [humanos], levando a morte a terra;
Até ele cair...

(Finalizada em 3.9.2007 às 21h18min).

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cornversa à Três...

Dissera ela de nosso “pacto canalha”:
_ Isto não é admissível!
A olhava, eu, perverso e ressonava:
_ Claro que é admissível;
_ Agora tudo o é!
...
Dos olhos “dele” ao meu que buscava:
_ Um cínico, um jogador;
_ Um ”depravado!”.
_ Tarado!!!
...
_ Oh, quantas injurias de minha boca tu quer?
...
_ Só que tu ornes meu nome em “canalha!”.
...
_ Tu homem, és forte;
Que mesmo; arrogante, perverso e vil...
A derrubas em teu leito de morte
“Um prepotente ardil!”.
...
Senti teu corpo quente em mim;
Tinha me violentado e eu não fugira...
_ Em ti em fim!
E já não tinha ira...
_ Nem me senti envergonhada;
Menos ainda me sentiria irada.
_ Tive um orgasmo!

Oh mulher, a mim sobra apenas “o olhar do homem pasmo”!
...
_ Por um dia, dois dias;
Fez de mim o que quis...
_ Não; fiz de ti o que querias!
E todo o resto; também o fiz...

_ Cala-te!

_ Faça comigo o que quiser!
Em cima de mim, dentro de mim!

_ Cala-te mulher!

_ Faço de ti “minha” mulher;
Embora não deixe meu festim...

_ Veja mulher, este homem te trairá;
Como traiu a todas as outras...
_ Como trais teu marido!

_ Cala-te! Que por ele meu amor cairá;
E nem me pronuncieis “as outras”...
_ Já não cultivo meu ciúme ferido!
...
_Pouco importa se para ti já não existo;
Ou se ele, “O SEVO”, é este errante.
...

_ Uma história morre após isto;
E ela honrara o nome do amante.

(Finalizada em 28.8.2007 às 11h03min. Imagino nesta o marido A deparar-se com a mulher e o amante na cama).

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Carta aos Amantes.

Teus cabelos amarrados carregam-me, agora;
Pra um lugar na nudez dos meus olhares,
E despir-te-ei em minha mente afora...

E às tuas peles tirarei
Para quando erótica ficares...
_ Sei que me perderei.

Por ora, de mente vou-me embora...
E quando teu homem chegar
(e ele vai voltar)
Digas-me que não será boa hora.

Assim, quererei teu pescoço nu em mim;
Envolto em minha boca
Como nossa luta sem fim...

Oh! Saio e vejo que tolo fui quando te deixei a ele;
“Que tragédia louca!”.
E que inveja amarela; sinto eu dele.
...
Teu amor é meu,
E o meu é teu;
Digo a vos: _ Um dia te roubarei
Daquele que a pouco invejei...

E te farei minha;
Uma luz em minha sina.

(Finalizada em 23.8.2007 às 20h24min. Observando uma colega de classe).

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Uma Mulher como Qualquer Outra

Uma mulher como qualquer outra
Olhos, escuros e verdes;
As pálpebras levemente os cobriam
Revelava isto, o ar inquisitivo de sua persona...

– E eu já vira um rosto assim antes; –.

Fortemente delineados os traços seus,
E tão sérios...
Do queixo a fronte, que me provoca para tocar;
E um nariz fino e acometido aos seus traços
Denotando o significado as formas encontradas em seu rosto.
...

Seus cabelos caiam sobre ele, (o rosto);
“Cacheados”,
“Curtos”
E pretos... Paravam nos seus ombros...
“Desamarrados”, “despenteados”, mas belos mesmo assim.

– E talvez mais belos assim. –
...
– E eu já vira um rosto como este. –

Unhas vermelhas, um sutil gesticular...
E usava “jeans”, na calça, na jaqueta;
Botas, pretas... De salto...
E “gola role”, preta também...
Era ela assim, (eu também).
A professora, (e o poeta).
Viajando juntos. (e ela sorriu para mim).
...

(Finalizada em 20.8.2007 às 18h20min. No ônibus em direção a universidade. Quando uma bela mulher sentou-se próxima a mim).

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Non Sensus...

Em palavras sabias, falo eu!
De coisas surreais e natureza morta.
Por hora lembranças de tudo o que fora meu,
Em fotografias rebuscadas em minha aorta.

– Borboletas, mariposas;
Amantes e esposas. –

As mãos denotavam as fulguras do luar
E o artista, pincelava áureas formas...
Olhos. Alma; pés e mar... – Quisera eu estar onde pudesse estar! –
A maquina ferirá, amantes, mundo a fora.
Segundas intenções passam o relógio
– Hora com tempo, hora faltando –.
Quero-te esposa! Dê-me deste ópio
– Duma fuga correndo, volto andando –...

O amor é engraçado
Não como fora em meu passado,
E se agora confundo as palavras
Ou o leitor destas: “Non Sabias”
É por que errei
– Escolhas que não fiz
Beijos que não quis –
Selados em olhares que não dei.

– Canetas velas e tinta nanquim
Eu, velhos trapos e tu vestido em cetim – !

Uma segunda chance
Um último lance;
Estar distante
Ou ir à diante...
?

Transpiro velas acesas
Em formas de palavras velhas;
Jogo-te sobre a mesa
E mudo-te as idéias.
Por fim há quem vá dizer
Que velas são de se aquecer,
E deserto há de ser
Aquele que no finzinho do poema se perder!

(Finalizada em 21.8.2007 às 09h15min).

domingo, 23 de novembro de 2008

Fogo de Palha...

A minha escova de dente é falha
E a água boricada me inflama as gengivas;
_ Uni-vos homens da minha laia...
“Ops!”, esqueci; esta é das minhas personalidades a mais altiva...
Copos de plástico e cervejas
Sombras, brincado...
E tu, mulher, me beijas?
Não, são apenas bocas roçando...
Oh! Que cintura fina mulher...
E cabelos delongados por demais;
Oh mulher, ficas se quiser...
Mas eu... Não te quero mais.
Tiro-te a roupa como qualquer outro
Depois me vou embora
E teu cabelo agora solto
Em minhas mãos se desenrola.
Oh mulher! – Me beijas, me puxas, me apertas...
Oh mulher! – Me deixas, me chutas, me ferras...
Oh mulher... ME AMA!

(Finalizada em 14.8.2007. Durante a classe de “Direito Constitucional”. Mirando uma colega de curso acadêmico, e ela realmente me atrai!).

sábado, 22 de novembro de 2008

O Magnífico Caracol Suicida

Caminha minha face o ávido vermelho que segue os rios dos olhares e
Pinga ao queixo – Separa-me poeira a poesia.
As marcas remontam minhas derrotas - Que abertas, agora jorram...
ROTAS... Aos vermes – Me recria.

Minha mente extasia os ladrilhos. – Não vos fito mais...
Caio e o semitransparente do tempo – PÓS-LENTO...
Sem cor... Alforria aos meus animais

De joelhos contemplando
De mim um caracol caminhando... A lâmina que o fere.

FUGA! – VITÓRIA!

A dor consome minha ilusão enquanto esfarelo,
Jorro vida, minha... MEU TOM AMARELO
Nos dedos que matam, entorpecem... – REFREIAM!
Faz de mim outro, nos ferrolhos, nas feridas. PERMEIAM!

E o ávido secará ao chão; ao sol,
Minha alma livre sujando as roupas – O chão do quarto,
E meu olhar magenta sai deste ato.
Por fim caminhado na lâmina; o caracol...

Suicida desesperado sangrando a NAVALHA
Canalha! Preparado para morrer...
Mortalha de caracol – Do homem na estrada
Oh lâmina falha!

(Finalizada em 7.8.2007).

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O Muro...

Passa o vento
Venta e passa
E fico, eu, aqui lendo:
A minha própria desgraça.

Como tu caracol me clausuro
E carrego minha casa.
Mas se transpasso meu muro
Ainda vejo minha desgraça.

Resisto vento e sol
Chovam dias sem dó;
Então me solto caracol
E como a ti, também, cair ao pó.

Só que teu muro é de concreto
E o meu, é de amor sem fim;
Mas que a mim este é tão incerto
Quanto o que caminhas no ano a mim.

Conhecê-lo-ei este muro todo;
Amarei, e cairei;
E assim mesmo banhado no lodo
A este “amor”; prender-me-ei.

(Em algum lugar em 2007).

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Afanas... (Mais da lua)

Era a negra lua a vagar
Lua, uma, cuja face elevada à solidão que sentia...
Por alçar a vida por uma estrela a procurar.
E esta que lhe consumia,
A dor que se criara em seu coração
E que agora a alma lhe desfazia
Em sua epitafial perfeição...

(Finalizada em 7.8.2007 às 18h29min).

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Afanas...

Relevantes ???
Não! Apenas condutas amorais e atos lidibinosos;
Principio humano; “pecados carnais”
Ao pó reluzente e ao tanto vicioso...

Intervenha Deus meu!
Passam a ser, ou não, relevantes os sexos dos amantes,
CAVALOS E BOIS...
Crias Quimerofícias, e doentes estão meus semblantes.

Oh lua nova, que vê as aves passar...
Morte aos hunos! – dizia ela;
E respondiam as Quimeras:
_ Cala-te lua, e deixe as aves passar.

Mas as Quimeras são estranhas,
Álcoois e tabaco
Almas humanas...
E todas as coisas profanas
Todas elas, todas perdidas em suas entranhas...

PUTA QUE TE PARIU!

Vieram e foram; ninguém viu.
Oh Quimera humana, de alma “cria tão mundana”.
Por que me tiras sangue vil???
E mal digo... A puta que te pariu.

(Finalizada em 7.8.2007).

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Em 1 dos 2... (Nota suicida...)

Chega de visões passadas, de poesia e dor.
Pois agora anseio apenas um futuro incerto...
E com vos, lágrimas na face me escondem,
O, gasto, velho amor...

(Finalizada em 24.8.2007 às 15h21min).

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Em 1 dos 2...

Pedras viam-me só
Incontáveis, finitas, feriam-se.
Em florais pétalas de cocaína,
(ácido sangue e benzina).
Às crianças roucas ouvia-se...
FALAR, pois me viam só.

E todas elas cresceram desordenadas;
E todas elas foram difamadas;
E perderam;
E morreram...
Meninas pequenas,
Meninos também
“Quisera eu horas mais amenas”
Oh! Meninas pequenas;
Oh! Meninos também.

Vinham em “preto e branco” e a cores;
Da indústria da TELEVISÃO.
Que nos ditam, revelam;
Entre homens que rebelam...
SÃO PEÇAS SEM CORAÇÃO!

E o mundo é de atores...
Então me de “um balde de água”, para minhas pedras refrescar;
Antes que o sol da TELEVISÃO as faça se matar.
Dá-me um copo da água MEU DEUS, antes que caia em desgraça...
E faça logo viu; antes que o outro o faça.

(Finalizada em 5.8.2007).

domingo, 16 de novembro de 2008

Palavras de um Xangrilá Francês

Palavras boas de um tolo poeta triste,
Que maldiz sua língua e gruía-se na franqueza velha que o persiste;
Ora, hienas sorriam de suas desgraças no crepúsculo banal,
Ou lobos, caninos cinzentos que cultuam a lua em sua seita carnal.
E Morpheus amanha me recriará em peças de mogno e veludo,
Para depositarem seus traseiros, os reis, sobre o mundo...
Num “vermelho” e “Azul celestial”. – ...
_ Há de lutar gaulês franzino, há de lutar saxão bávaro!
_ Há de sonhar cavalo-marinho; tente chorar homem avaro.
E cultuada lingüística lhe impedirá a vida;
Assim permutada sua escravatura que será mantida...
_ Cativo! – _ Criativo!
Psicografas mensagens profanas, e em rotas transformas teu pecado...
Em melodias afanas, um homem que se deseja, e já não pode ser amado.
_ Analfabeto, assim segui até me resgatarem...
_ Incerto, como a todas as almas que chegarem.
_ “Em fim! – _ No fim...”.
Transgrido, eu, a forma antiga de meu xangrilá;
E “saio poeta” para nos ouvidos teus mimar.

(Finalizada em 28.8.2007 às 14h15min. Na “Biblioteca Central da UNIVALI”, como que por brincadeira).

sábado, 15 de novembro de 2008

Lennon Vs. Morrison

INTRODUÇÃO

Muitos homens hoje tentam corromper o mundo, e outros tantos são corrompidos; eles todos formam a serpente deste planeta, corroem a sociedade, me entristecem. Essa poesia é uma das quais mais me encantam embora me transfigure em pecado, e um pouco de maldade, fiz em um momento de amor; certa vez eu acordei deste modo, vi mais tons de azul no céu que vira em toda a minha vida, durou um tempo, e se foi como tudo em minha vida.

LENNON VS. MORRISON

Certa vez alguém me disse para imaginar todas as pessoas, vivendo para o hoje, vivendo em paz; eu imaginei, imaginei todas as crianças; todas elas insanas perdidas numa imensidão romana de dor, todas elas esperando a chuva de verão... E pediram-me para imaginar o fim das fronteiras, e das religiões também, e assim não teríamos motivos para matar ou morrer; mas a mim só foram visíveis os perigos ao fim da cidade e o assassino que acordara antes do amanhecer, calçara suas botas e disse ao pai que queria lhe matar... Imagine que o mundo será um só, e eu te direi que este é o fim, querido amigo. É o fim!
(Finalizada em 1.1.2007 às 18h09min).

Algo que muito me atrai são poesias suicidas, embora eu condene o suicídio, gosto dessa imagem de controle sobre vida e morte; acredito que muitos já perceberam que esta também é uma idéia que me seduz. Muitos homens todos os dias matam seus amores, são vítimas do ciúme, por amar demais, afogam o amor em brigas, matam-no; embora não seja exatamente disto que a poesia trata, fiz sobre o olhar sombrio do ciúme, e do amor também.