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Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

domingo, 30 de novembro de 2008

Vigiar e Punir.

Em teu brinco perdido
Em artes cênicas no espelho!
Um nu sereno; um fardo caído...
No vazio do teu beijo.

Quietos! Pensamentos meus...
Esmaece-se em neblina torta;
Em gestos em palavras nos cigarros teus;
Em sentimentos fulos da tua aorta.

Quietos! Alforriamentos meus...
E desejo teu corpo; em golpes de adeus.

Doces alegrias nuas.
...
Em picantes vestes tuas.
...
[Somos animais, banais em fim].

Corto-lhe a carne, a garganta;
Vazo sangue teu;
Cubro teu corpo em minha manta
Dou-te aos braços de “Morpheus”.
[Dou fim a minha sina]

Olhe-me agora
Em nulidade
Vai... Em boa hora
E será verdade.

Tirei meu amor e junto sua vida;
Em meu inverno sem cor.

Quietos! Alforriamentos teus...
Crescem trazendo-nos aqui;
E estás morta!

[Agora]
Estou feliz por termos feito
UM ATO CARNAL PERFEITO!

(Finalizada em 1.9.2007 às 00h36min. A poesia psicótica sempre foi minha sina, não compreendo por que tento me afastar dela).

sábado, 29 de novembro de 2008

Terceiro Império... (Bombas caem...)

Da bandeira, branca, carrego a pureza...
Em alíneas tortas me apego a destreza da minha letra mundana
Profana! Minha palavra se encerra em formas hábeis;
Humana língua traduzida da paz à guerra em horas contáveis.
Pá-pá-cába! – Pá-pá-cába...

(Finalizada em 3.9.2007 às 21h25min).

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Terceiro Império...

Ídolo hebreu e rosas cortadas;
Famigeradas vozes e mãos atadas...
“E a espada brada pesada”
– Seja feita a justiça –
Mulheres e crianças estupradas...
Estive só, e tudo vi;
Os vencedores afirmarão que eu menti.
Diga então, “quem deu olhos à minha nação?”
_ Se não EU, o austríaco plebeu.
Assim culminou-se uma guerra;
Soldados, [humanos], levando a morte a terra;
Até ele cair...

(Finalizada em 3.9.2007 às 21h18min).

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cornversa à Três...

Dissera ela de nosso “pacto canalha”:
_ Isto não é admissível!
A olhava, eu, perverso e ressonava:
_ Claro que é admissível;
_ Agora tudo o é!
...
Dos olhos “dele” ao meu que buscava:
_ Um cínico, um jogador;
_ Um ”depravado!”.
_ Tarado!!!
...
_ Oh, quantas injurias de minha boca tu quer?
...
_ Só que tu ornes meu nome em “canalha!”.
...
_ Tu homem, és forte;
Que mesmo; arrogante, perverso e vil...
A derrubas em teu leito de morte
“Um prepotente ardil!”.
...
Senti teu corpo quente em mim;
Tinha me violentado e eu não fugira...
_ Em ti em fim!
E já não tinha ira...
_ Nem me senti envergonhada;
Menos ainda me sentiria irada.
_ Tive um orgasmo!

Oh mulher, a mim sobra apenas “o olhar do homem pasmo”!
...
_ Por um dia, dois dias;
Fez de mim o que quis...
_ Não; fiz de ti o que querias!
E todo o resto; também o fiz...

_ Cala-te!

_ Faça comigo o que quiser!
Em cima de mim, dentro de mim!

_ Cala-te mulher!

_ Faço de ti “minha” mulher;
Embora não deixe meu festim...

_ Veja mulher, este homem te trairá;
Como traiu a todas as outras...
_ Como trais teu marido!

_ Cala-te! Que por ele meu amor cairá;
E nem me pronuncieis “as outras”...
_ Já não cultivo meu ciúme ferido!
...
_Pouco importa se para ti já não existo;
Ou se ele, “O SEVO”, é este errante.
...

_ Uma história morre após isto;
E ela honrara o nome do amante.

(Finalizada em 28.8.2007 às 11h03min. Imagino nesta o marido A deparar-se com a mulher e o amante na cama).

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Carta aos Amantes.

Teus cabelos amarrados carregam-me, agora;
Pra um lugar na nudez dos meus olhares,
E despir-te-ei em minha mente afora...

E às tuas peles tirarei
Para quando erótica ficares...
_ Sei que me perderei.

Por ora, de mente vou-me embora...
E quando teu homem chegar
(e ele vai voltar)
Digas-me que não será boa hora.

Assim, quererei teu pescoço nu em mim;
Envolto em minha boca
Como nossa luta sem fim...

Oh! Saio e vejo que tolo fui quando te deixei a ele;
“Que tragédia louca!”.
E que inveja amarela; sinto eu dele.
...
Teu amor é meu,
E o meu é teu;
Digo a vos: _ Um dia te roubarei
Daquele que a pouco invejei...

E te farei minha;
Uma luz em minha sina.

(Finalizada em 23.8.2007 às 20h24min. Observando uma colega de classe).

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Uma Mulher como Qualquer Outra

Uma mulher como qualquer outra
Olhos, escuros e verdes;
As pálpebras levemente os cobriam
Revelava isto, o ar inquisitivo de sua persona...

– E eu já vira um rosto assim antes; –.

Fortemente delineados os traços seus,
E tão sérios...
Do queixo a fronte, que me provoca para tocar;
E um nariz fino e acometido aos seus traços
Denotando o significado as formas encontradas em seu rosto.
...

Seus cabelos caiam sobre ele, (o rosto);
“Cacheados”,
“Curtos”
E pretos... Paravam nos seus ombros...
“Desamarrados”, “despenteados”, mas belos mesmo assim.

– E talvez mais belos assim. –
...
– E eu já vira um rosto como este. –

Unhas vermelhas, um sutil gesticular...
E usava “jeans”, na calça, na jaqueta;
Botas, pretas... De salto...
E “gola role”, preta também...
Era ela assim, (eu também).
A professora, (e o poeta).
Viajando juntos. (e ela sorriu para mim).
...

(Finalizada em 20.8.2007 às 18h20min. No ônibus em direção a universidade. Quando uma bela mulher sentou-se próxima a mim).

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Non Sensus...

Em palavras sabias, falo eu!
De coisas surreais e natureza morta.
Por hora lembranças de tudo o que fora meu,
Em fotografias rebuscadas em minha aorta.

– Borboletas, mariposas;
Amantes e esposas. –

As mãos denotavam as fulguras do luar
E o artista, pincelava áureas formas...
Olhos. Alma; pés e mar... – Quisera eu estar onde pudesse estar! –
A maquina ferirá, amantes, mundo a fora.
Segundas intenções passam o relógio
– Hora com tempo, hora faltando –.
Quero-te esposa! Dê-me deste ópio
– Duma fuga correndo, volto andando –...

O amor é engraçado
Não como fora em meu passado,
E se agora confundo as palavras
Ou o leitor destas: “Non Sabias”
É por que errei
– Escolhas que não fiz
Beijos que não quis –
Selados em olhares que não dei.

– Canetas velas e tinta nanquim
Eu, velhos trapos e tu vestido em cetim – !

Uma segunda chance
Um último lance;
Estar distante
Ou ir à diante...
?

Transpiro velas acesas
Em formas de palavras velhas;
Jogo-te sobre a mesa
E mudo-te as idéias.
Por fim há quem vá dizer
Que velas são de se aquecer,
E deserto há de ser
Aquele que no finzinho do poema se perder!

(Finalizada em 21.8.2007 às 09h15min).

domingo, 23 de novembro de 2008

Fogo de Palha...

A minha escova de dente é falha
E a água boricada me inflama as gengivas;
_ Uni-vos homens da minha laia...
“Ops!”, esqueci; esta é das minhas personalidades a mais altiva...
Copos de plástico e cervejas
Sombras, brincado...
E tu, mulher, me beijas?
Não, são apenas bocas roçando...
Oh! Que cintura fina mulher...
E cabelos delongados por demais;
Oh mulher, ficas se quiser...
Mas eu... Não te quero mais.
Tiro-te a roupa como qualquer outro
Depois me vou embora
E teu cabelo agora solto
Em minhas mãos se desenrola.
Oh mulher! – Me beijas, me puxas, me apertas...
Oh mulher! – Me deixas, me chutas, me ferras...
Oh mulher... ME AMA!

(Finalizada em 14.8.2007. Durante a classe de “Direito Constitucional”. Mirando uma colega de curso acadêmico, e ela realmente me atrai!).

sábado, 22 de novembro de 2008

O Magnífico Caracol Suicida

Caminha minha face o ávido vermelho que segue os rios dos olhares e
Pinga ao queixo – Separa-me poeira a poesia.
As marcas remontam minhas derrotas - Que abertas, agora jorram...
ROTAS... Aos vermes – Me recria.

Minha mente extasia os ladrilhos. – Não vos fito mais...
Caio e o semitransparente do tempo – PÓS-LENTO...
Sem cor... Alforria aos meus animais

De joelhos contemplando
De mim um caracol caminhando... A lâmina que o fere.

FUGA! – VITÓRIA!

A dor consome minha ilusão enquanto esfarelo,
Jorro vida, minha... MEU TOM AMARELO
Nos dedos que matam, entorpecem... – REFREIAM!
Faz de mim outro, nos ferrolhos, nas feridas. PERMEIAM!

E o ávido secará ao chão; ao sol,
Minha alma livre sujando as roupas – O chão do quarto,
E meu olhar magenta sai deste ato.
Por fim caminhado na lâmina; o caracol...

Suicida desesperado sangrando a NAVALHA
Canalha! Preparado para morrer...
Mortalha de caracol – Do homem na estrada
Oh lâmina falha!

(Finalizada em 7.8.2007).

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O Muro...

Passa o vento
Venta e passa
E fico, eu, aqui lendo:
A minha própria desgraça.

Como tu caracol me clausuro
E carrego minha casa.
Mas se transpasso meu muro
Ainda vejo minha desgraça.

Resisto vento e sol
Chovam dias sem dó;
Então me solto caracol
E como a ti, também, cair ao pó.

Só que teu muro é de concreto
E o meu, é de amor sem fim;
Mas que a mim este é tão incerto
Quanto o que caminhas no ano a mim.

Conhecê-lo-ei este muro todo;
Amarei, e cairei;
E assim mesmo banhado no lodo
A este “amor”; prender-me-ei.

(Em algum lugar em 2007).

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Afanas... (Mais da lua)

Era a negra lua a vagar
Lua, uma, cuja face elevada à solidão que sentia...
Por alçar a vida por uma estrela a procurar.
E esta que lhe consumia,
A dor que se criara em seu coração
E que agora a alma lhe desfazia
Em sua epitafial perfeição...

(Finalizada em 7.8.2007 às 18h29min).

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Afanas...

Relevantes ???
Não! Apenas condutas amorais e atos lidibinosos;
Principio humano; “pecados carnais”
Ao pó reluzente e ao tanto vicioso...

Intervenha Deus meu!
Passam a ser, ou não, relevantes os sexos dos amantes,
CAVALOS E BOIS...
Crias Quimerofícias, e doentes estão meus semblantes.

Oh lua nova, que vê as aves passar...
Morte aos hunos! – dizia ela;
E respondiam as Quimeras:
_ Cala-te lua, e deixe as aves passar.

Mas as Quimeras são estranhas,
Álcoois e tabaco
Almas humanas...
E todas as coisas profanas
Todas elas, todas perdidas em suas entranhas...

PUTA QUE TE PARIU!

Vieram e foram; ninguém viu.
Oh Quimera humana, de alma “cria tão mundana”.
Por que me tiras sangue vil???
E mal digo... A puta que te pariu.

(Finalizada em 7.8.2007).

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Em 1 dos 2... (Nota suicida...)

Chega de visões passadas, de poesia e dor.
Pois agora anseio apenas um futuro incerto...
E com vos, lágrimas na face me escondem,
O, gasto, velho amor...

(Finalizada em 24.8.2007 às 15h21min).

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Em 1 dos 2...

Pedras viam-me só
Incontáveis, finitas, feriam-se.
Em florais pétalas de cocaína,
(ácido sangue e benzina).
Às crianças roucas ouvia-se...
FALAR, pois me viam só.

E todas elas cresceram desordenadas;
E todas elas foram difamadas;
E perderam;
E morreram...
Meninas pequenas,
Meninos também
“Quisera eu horas mais amenas”
Oh! Meninas pequenas;
Oh! Meninos também.

Vinham em “preto e branco” e a cores;
Da indústria da TELEVISÃO.
Que nos ditam, revelam;
Entre homens que rebelam...
SÃO PEÇAS SEM CORAÇÃO!

E o mundo é de atores...
Então me de “um balde de água”, para minhas pedras refrescar;
Antes que o sol da TELEVISÃO as faça se matar.
Dá-me um copo da água MEU DEUS, antes que caia em desgraça...
E faça logo viu; antes que o outro o faça.

(Finalizada em 5.8.2007).

domingo, 16 de novembro de 2008

Palavras de um Xangrilá Francês

Palavras boas de um tolo poeta triste,
Que maldiz sua língua e gruía-se na franqueza velha que o persiste;
Ora, hienas sorriam de suas desgraças no crepúsculo banal,
Ou lobos, caninos cinzentos que cultuam a lua em sua seita carnal.
E Morpheus amanha me recriará em peças de mogno e veludo,
Para depositarem seus traseiros, os reis, sobre o mundo...
Num “vermelho” e “Azul celestial”. – ...
_ Há de lutar gaulês franzino, há de lutar saxão bávaro!
_ Há de sonhar cavalo-marinho; tente chorar homem avaro.
E cultuada lingüística lhe impedirá a vida;
Assim permutada sua escravatura que será mantida...
_ Cativo! – _ Criativo!
Psicografas mensagens profanas, e em rotas transformas teu pecado...
Em melodias afanas, um homem que se deseja, e já não pode ser amado.
_ Analfabeto, assim segui até me resgatarem...
_ Incerto, como a todas as almas que chegarem.
_ “Em fim! – _ No fim...”.
Transgrido, eu, a forma antiga de meu xangrilá;
E “saio poeta” para nos ouvidos teus mimar.

(Finalizada em 28.8.2007 às 14h15min. Na “Biblioteca Central da UNIVALI”, como que por brincadeira).

sábado, 15 de novembro de 2008

Lennon Vs. Morrison

INTRODUÇÃO

Muitos homens hoje tentam corromper o mundo, e outros tantos são corrompidos; eles todos formam a serpente deste planeta, corroem a sociedade, me entristecem. Essa poesia é uma das quais mais me encantam embora me transfigure em pecado, e um pouco de maldade, fiz em um momento de amor; certa vez eu acordei deste modo, vi mais tons de azul no céu que vira em toda a minha vida, durou um tempo, e se foi como tudo em minha vida.

LENNON VS. MORRISON

Certa vez alguém me disse para imaginar todas as pessoas, vivendo para o hoje, vivendo em paz; eu imaginei, imaginei todas as crianças; todas elas insanas perdidas numa imensidão romana de dor, todas elas esperando a chuva de verão... E pediram-me para imaginar o fim das fronteiras, e das religiões também, e assim não teríamos motivos para matar ou morrer; mas a mim só foram visíveis os perigos ao fim da cidade e o assassino que acordara antes do amanhecer, calçara suas botas e disse ao pai que queria lhe matar... Imagine que o mundo será um só, e eu te direi que este é o fim, querido amigo. É o fim!
(Finalizada em 1.1.2007 às 18h09min).

Algo que muito me atrai são poesias suicidas, embora eu condene o suicídio, gosto dessa imagem de controle sobre vida e morte; acredito que muitos já perceberam que esta também é uma idéia que me seduz. Muitos homens todos os dias matam seus amores, são vítimas do ciúme, por amar demais, afogam o amor em brigas, matam-no; embora não seja exatamente disto que a poesia trata, fiz sobre o olhar sombrio do ciúme, e do amor também.