Sobre o autor...

Minha foto
Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Este livro chegou ao fim...

Obrigado por acompanhar.
Mais para ler em:

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Tuas

... Um anjo de laminas negras
Acompanhara-me durante meu sórdido caminhar;
“Um noturno destino...”
E ele já era tão adjacente a mim, que atravessei a noite num lugar seguro.
Não esqueci, apenas não percebi mais o passado,
...[Uma saída nas formas escarlates]...
Arrancando segredos meus;
Nos vãos, nas ruas,
Nas bocas encostadas,
Na noite que já não era mais tão abominável...
Pois os meus sapatos seguiram, sós.
E eu fiquei ali, eternamente...

(Em 2007).

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Tuas

Uma cicatriz que não renova,
Uma cicatriz dos momentos que não tive,
Dos erros que não cometi,
Do adeus que não recebi...
[E o tudo se torna algo volúvel]
...Procurei paz, felicidade,
Implorei, em agonia,
Pelo fim... – Tive vida,
Escolha... – E pensei em mim,
Mas não consegui crescer.
Mudar as dores que criei;
A grande depressão...
[Preciso de você agora]
... E ainda desejo reviver os dias que esgotaram antes do tempo...

(Em 2007).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tuas

Nossas mãos, erógenas, caminham a pele,
As unhas roçam os pelos.
Sensível...
Os perfumes misturados,
Aos teus lábios próximos dos ouvidos meus...
Guiam minha libido
Arrepia-me a penugem
Sensível...
A delicada pele tua,
Das monções de tua boca,
Que invadem a nuca;
E seguem pelas florestas de minha cabeça onde tua mão repousa,
Acaricia, faz-me suspirar...

(Em 2007).

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Mundi (nuclear)...

Cobiça cativante, assim corrompeu-me.
Inconscientemente moldaste-me.
Meus anseios meu caráter...
Alma vendida para te ter; selar meu destino aos primeiros passos.
E a vida já não existe...
Perdemos nossos traços enquanto a vida consiste...
Nos sentidos que correm por mim, palpitando onde havia vida outrora.
Então mãe, pai veja-me agora...
Mas eles se foram, e tudo mais se foi...
Passou o tempo e te deixou pra trás...
E ME DEIXOU TAMBÉM...
E então a luz da manhã toca onde havia vidraça e o tempo trata de fazer você não sorrir mais...
Aqui uma bomba caiu, e te deixou para trás...

(Finalizados em 2XX7).

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Morfina... (Conto de fadas).

E me torno frio, oposto...
Um inseto em tua teia, preso ao teu olhar predisposto...
Envolvendo-te em meus cristais,
Mistérios que se arquitetam em momentos carnais.
Submergindo em tua mente, nas coisas que não dizes...
Necessitando mais de ti aqui. Em voz me pressupondo, em fábulas das tuas raízes.
O teu coração mais perto ao meu onde tenha a tua respiração me namorando...
Um passo adiante de tornar mito realidade. Onde tenha tuas garras em minha carne e o teu amor me ensinando.
Não querendo mais fechar os olhos para não perder os momentos que a tenho em ficção, em fábulas, estações em que a tenho me amando...

(2007).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Morfina... (Cidade dos anjos).

Caminhei confuso e só... Invisível a esta multidão.
Onde ao menos entendia o que havia... Já ficara oco nesta cidade, e hoje deserto de emoção.
Tendo por mim o céu barroco deprimindo-me, vendo-me num futuro inexato...
Mas agora sei que só pude me enganar, envolvendo-me aos arcanos do abstrato.
Que por tanto estive tão longe de chegar que me tornara estrangeiro de mim,
Vi-te ali por me encontrar. Uma aliada a me tirar deste fim.
Levando-me para outro lugar, outro espaço, onde o silencio faz-me um santuário; onde possa evitar a solidão...
Devagar, onde possa me ver, me curar, longe desta vastidão...
Então me toque, de uma maneira que me ensine como crescer fora deste labirinto, desta cidade de anjos.

(2007).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Viola havaiana (Doença e cura... RECÍPROCO).

Levante-se deixe de brincar, a vida é mais que umas chances raras,
Sai da defensiva e corre atacar, procure uma razão pra viver, desmascare SUAS TARAS...
Pois a vida nem sempre vai ser assim e deves saber jogar numa lei recíproca.
Não pare, não caia, pois ninguém da importância se você está cansado de lutar,
Alias você deve, senão a vida se esgota... E aí será tarde para trocas.
E não adianta tentar fugir afinal NINGUÉM se sacrificará por você, e é a sua hora de apanhar...
E assim persistirás em vida... Num sentimento sem valor, como doença e cura...
Em um caminho de ira, paixão, covardia e loucura...

(Algo em 2007).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Viola havaiana (Desencontro).

Não tenho a ambição da paixão...
Talvez seja mais uma desgraça alheia ao meu desejo
E por mais que jure, algo me traz a infelicidade. Um não...
- Talvez pense, reflita e tenha em mim os momentos que almejo. -

...Fazendo de minha mente, algo pior que cá onde vivo em anseios,
Em segredos de que não podem me culpar.
Pois nos encontramos de jeito sem arreios...
[Turmalinas de um olhar, momentos perfeitos]
E minha alma já não existe...
...Queima-se por inteira, num entusiasmo, num adeus mudo, num olhar triste.

(Algo em 2007).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Viola havaiana (Passageiro de mim).

Noite turva recolhe-se em mim
Percorre um caminho de luzes, de lugares,
Que nunca verei, lugares sem fim...
Assim me persegue o seu sorriso rebuscado em palavras que não criei...
...E assim persistem as lembranças do que deixei...

Mantendo seu lugar num submerso passado.
É meu aglomero de desacertos, um coração amordaçado.
E minha vida em fuga se resume...
- Pois hoje sou incompleto... -
...Incompleto, como uma flor sem perfume.

(Algo em 2007).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Conversa... (Os gestos).

É ébrio e triste;
Disforme melancolia armada.
_Mas que voz suave!
E se secara a lagrima...
Sem dinheiro nem algo mais,
Sou o pregador das palavras desiguais...
Sim, ainda é ébrio e triste,
Mas agora, tanto faz...

(Finalizado em 22.3.2007 às 16h02min).

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Conversa... (Conversa de cachorros).

[Ela]
É... Cada família é um caso diferente, não é?
[Eu]
Aí, nem eu sei;
Só tenho uma,
E nem a gosto...
Exclusos meus pais e minha irmã
E meu cachorro, que dorme ao meu lado quando ninguém mais quer.
...Sim, nem a gosto.

(Finalizada em 31.3.2007 às 14h58min).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Conversa... (Por olhos meus).

Veja as lágrimas sinceras de um homem por uma mulher.
[E não podem ser por ti]
Veja as hipocrisias que jogam diante dos...
TEUS OLHOS...
Veja quão tamanha é a ignorância da massa dominada.
Calcule as chances que tens de vencer na vida...
Veja o porquê das coisas, e acredite no teu potencial mais do que no de qualquer outro.
RECALCULE...

AME a si mesmo antes de tudo e acima de tudo.
Pense no que as pessoas podem achar das coisas que dizes, e aprenda a falar o que elas gostam...
MINTA!

Salve a vida de alguém, literalmente... E assim tu saberás qual é o verdadeiro amor de um amigo... Pois estarás para sempre em ALMA com esse alguém.
E por fim, morra para ti mesmo TODOS OS DIAS; só assim saberás quanto sofrimento pode se carregar na vida.

(Finalizado em 3.2007).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Procura-se... (Lingerie vermelho).

Quero uma mulher de cabelos curtos,
E escuros por natureza...
E que por onde passe deixe os homens mudos
E domados por sua beleza.

Que tenha na pele a brancura da neve
E embarque-me numa canção, me leve;
São “frutos de meu êxtase quase breve”.

Que “despe” seu sutiã vermelho
E me abrace em dois olhos grandes;
Para quando seu reflexo, ver no espelho!
...
Ver que diferença alguma fará se ela mudar de roupa;
Ou que a mim comparada pareça ela louca;
...
E ver que nela beleza faltará jamais...
Pois nua é, deus meu, que me satisfaz.

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h30min. - No “Café Colonial” em “Itajaí”, inspirada em “Dolores O’Riordan”, ex-vocalista da banda “The Cranberries”.).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Procura-se... (Na trave).

Preciso de uma mulher doida...
Doida de pedra;
Que me olhe estranho
E confunda minhas olheiras com sinais de um bom dia...

Preciso de alguém que me bajule
E jogue comigo...

Que me mostre mais do mundo
Além do meu próprio umbigo.

Alguém de cabelos curtos
Ou compridos também...

Que esteja perto
E me chame “meu bem”.
E que olhe para mim esperando por algo brilhante
E se não ver, que só por um instante...
Fale baixo, algo assim: ...
_ “Homem; eu quero você só pra mim”.

(Finalizada em 16.8.2007 às 09h43min. - Durante a classe de “Direito Internacional”, inspirado num bilhete recebido.).

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Lugares que freqüento

Pra que?
Eu sou o bucólico ar do cachorro
E não me afague, pois demonstrarei prazer...
Acaso um dia, por ti direi que morro,
Mas será para eu, teu veneno um dia trazer...
Agora, não quero ouvir de você;
“_Nossa que lindo!”;
Ou “_Que tocante!”,
Pois nada de mim é lindo... Nem isto.

.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Lugares que freqüento

O som, a neblina vasta,
Vã, incompreensível, invade-me...
Fulgor em água maldita degrada-me.
Espírito em música mata.
Um homem de olhos cerros, via-se,
Em rebusqüosas de púrpura-magenta,
As desgraças do mundo que o alimenta...
Lacrimoso firmara em solo criar-se...
Era fato estendido a métrica disposta
Triste fora hoje em mais chuva que gosta
Seria vago...
Pois Barcelona era mais uma cidade
E dele nada lá fazia em verdade
Sim, estive vago...

(Finalizada em 31.3.2007 às 14h40min).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lugares que freqüento

Algo na minha face
Nasce inseguro e me consome;
Funde real e surreal
E agora minha insana sina some...
_Não vou olhar pra trás!
Apago as memórias,
Esvaem-se as histórias.
_Não me deixe pra trás!
E volto a mim,
Algo simples assim...

(Finalizada em 16.3.2007 às 11h12min).

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Não t(ã)o breve

Ainda ele,
Era o caminhar solo e desequilibrado,
Percorrido por onde se assentam as lagrimas,
Os gestos...
Que trouxeram a dor
E que depois de tanto tempo
Secaram como sangue ao chão...
Não entendia por que sim, nem por que não.
Era vago e triste...
E estava forçando-se a escrever...

(Finalizado em 24.3.2007 às 16h23min).

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Não t(ã)o breve <12.>

Caim
Anjo caído
Filho concebido
De um ato puro, nobre.
Onde Lúcifer num gesto conjuga a dor
E agora Caim, cai em si pobre.
Queima; deserto em alma.
E ali jaz Abel traído, em horror, em paz, em viva-alma...

(Finalizada em 1.2.2007).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Não t(ã)o breve

Combinações num mundo de lógica e ideologia.
Dentre as ciências, dramaturgia.
Desejo universal de explicar, arte de sábios, excêntricos...
Poetas de números vazios, que às vezes tão concêntricos.
Tornam-se estrelas do exato, do imutável.
Mentes que fazem jus ao infinito, insaciável.
Sábios, tolos, medindo suas teorias, seus pensares.
Seus pesares...

(Finalizada em 1.2.2007).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Não t(ã)o breve

Via-se em paredes e pinturas,
Jovens, velhas em confronto ao descascar.
E quando sublime eram as cenas suas,
Ou tão irregulares... E sujas quanto ao chão de meu bar.
Mas esta era sua vida, sua morada,
E acinzentava-se na cor de seus cabelos.
E quem diria agora a morte via-lhe em sua última entífada,
Derrubando o ser sobre os joelhos...

(Finalizada em 1.2.2007 às 17h26min).

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cur(t)as <09.>

Má comida! Cara de lombriga
Ferida... Por um falo torto;
Ou morto, sem se mexer...
Pode a fazer sair sem gemer...

(Finalizada em 19.9.2007 às 19h33).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cur(t)as

Mãos tuas: _ Não levante
Pés! Não ande... Ou corra – MORRA!
Pálido, olha o caixão falido. Caído no buraco...
Saia dele; caia nele... Cave ele...
Com as mãos – Patas!

(Finalizada em 19.9.2007 às 19h33).

domingo, 25 de janeiro de 2009

Cur(t)as <07.>

Queria ter um conjunto de coisas
Loucas; coisas incomuns e pessoais;
E que as use todos os dias, coisas normais...
Comuns à abstração relativamente incapaz. – COISAS!

(Finalizada em 19.9.2007 às 19h33).

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <06.>

Vamos fazer um amor expresso meu bem;
Depois; não me leve a mau!

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <05.>

Bote a tua roupa,
Não! Tire-a novamente...
Agora me veja como por uma ultima vez.
Agora... “Kiss, Kiss; Bye, Bye”.

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <04.>

Mulheres preferem doce ao salgado
Suspiro, nozes, passas e “Ferrero Rocher ”

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <03.>

Tua carne parece-me macia
Mas é tão... “Pura”
E não paro de morder.

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <02.>

É o exterior que nos atrai...
E às curvas, à pele e o que a cobre...
Depois o resto nos conquista.

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ra(s)pidinhas... <01.>

Califórnia e canja de galinha;
No ônibus uma libanesa linda...
E vestia verde, cabelos amarrados;
A ela vi passando e sentou ao meu lado.

(Finalizada em 20.8.2007 às 16h51min. - Durante um café no “Café Colonial” em “Itajaí”).

domingo, 18 de janeiro de 2009

Íntimo Segredo *

Uma paixão é como
Um olhar nos teus olhos,
Um olhar que me revela
Um íntimo segredo teu
Que só a Deus confias
E que aos poucos eu compreendo.

Uma paixão revela
O que sentes a outra pessoa,
E o que sentes pode te escravizar
Escravizar-te ao coração
O coração e a mente.

Uma paixão é revelada
Durante o mais profundo dos olhares,
O que sentes por mim,
E por um momento enfim,
Percebo que não sou o único,
Único a me sentir assim.

(Finalizada em 2007).

sábado, 17 de janeiro de 2009

Prostituta

UMA puta!
Assim se via...
Usado sentia-se: enquanto fitava a jóia.
Vendia seu tempo por UNS trocados,
E o trabalho que realizava também não era mais digno,
Isto o feria a face...

Perdera sua vida por conta de um erro.
E agora transformou o erro em sua nova vida... POIS,

Via ele completamente nu,
E nele aprendia a corromper o homem;
E as pedras se faziam OURO
E o sol-lunar a acordara...

(Finalizada em 2007).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Inexpressivo...

A noite não teve luar,
As nuvens encobrem a pouca beleza que existe, assim como no meu coração.

As músicas...
É...
Sinceramente elas foram o pré...
...O pós,
E o tudo da minha vida;
Músicas tristes, calmas melodias melancólicas prontas para me seduzir;
Levar-me novamente ao erro.
IMAGINAR...
Como um dia já fiz,
Antes de ter todas as noites neste encontro com a morte,
Por mim, por ti,
Para multiplicar o meu entendimento sobre a vida,
Sobre tudo.

(Finalizada em 2007).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Universo e Egoísmo... (Anjo moreno...)

Deixe-me experimentar a tua razão, segredos de um anjo de magia, inspiração...
Amo-te por tanto, que a separação traz dores para não recordar...
Por isso ponha tuas armas sobre a mesa, traga-me tua sedução.
Faça da eternidade noite de deleite, onde possa te afagar. Contemplar...
Nas coisas que dizes neste momento de grafite, me mostram que jamais será como foi,
Quando me tornar mais cinza, terei ante mim a tua juventude...
E compreenderei a tua razão ante nossa plenitude.

(Finalizada em 2007).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Universo e Egoísmo...

Quantas as estrelas cujo infinito é tão impróprio quanto o universo.
Um universo em mim, almejando conhecimento; almejando o lugar de deus...
Ser único, sozinho na rua, nos fascínios teus.
Sei e confesso que é um desejo um tanto perverso,
Mas queria para mim essa nebulosa de ciência...
Tornando a vida mais clara nesta selva de sóis, em minha deficiência.
Com Cristo no pescoço e o diabo na cabeça...
Onde em mim nada se faz; nada se cria, segredos cujos demônios persistem.
E o passado volta a me sucumbir até que eu apodreça...
Pois aqui jaz luz onde hoje trevas persistem.
Memórias...

Uma hora inverto a mesa,
Crio um modo para confundir o destino...
- Tempo, espaço,
Nada é relativo,
Nada é real... -
...Chuto este balde de merda.
O surrealista, magoando as pessoas...
[Elas que se fodam]
... E me coloco antes disso tudo;
Refaço minha vida.
Os ventos mudam, e o meu destino se apaga...

(Finalizada no finzinho de 2006).

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Xangrilá

[Encare-se o âmago dóreo de minhas faces]
Jazes entre os infernos de meus poemas;
E tua alma “ciana-escarlatina” escreve minhas palavras,
Entre os caídos,
OS PECADORES...

Pois sois como o ferro em que trabalho
Forjo minhas espadas e escudos,
Sacrifico minha carne,
Purifico-te.

Até os anjos nos invejarão,
Teremos as chaves dos céus e infernos,
Alar-nos-emos e cairemos entre os podres,
Julgaremos magos e poetas,
E apagaremos ao luar.

(Finalizada em 2007).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Olhos negros...

Olhos negros, olhos negros,
Pele, nua perfeição,
Caminhar, arte, leveza, carinho;
INSTINTO...
Fito-te, carrego.
Abato-te, destruo, salvo.
E minha face turva a tua.
Já não és mais humana,
E não estás mais pro amor.
És a rainha dos meus campos de condenados,
A rainha dos meus infernos diários...

(Finalizada em 2007).

domingo, 11 de janeiro de 2009

Mente em Fuga...

Rubros pedaços de mim,
Jogados aleatoriamente a face...

- Sonhos em sonoridade; ante me espelho turvo,
Um labirinto de lama. -

...E tua alma, teu veneno,
Desfaz-me em luxúria,
No inóspito negro silencio...

- Nos gêmeos dos teus olhares;
E teu cabelo em raras lâminas caindo sobre o rosto,
Meu palato ofegante, e teu sangue-frenesi em mim;
Tuas unhas em minha carne. -

...Onde tudo o que tenho, tudo o que procuro,
É esta fusão de dois sois no espaço da tua cama.

(Finalizada em julho de 2006).

sábado, 10 de janeiro de 2009

Reflexões de Paixão...

Tenho-me, neste momento, semi-anestesiado;
Tenho saudades,
[E pensamentos soltos vêm, e vão].

Da face, tua, lacrimosa em minha memória,
Excitado ao sentir teu respirar ofegante...
...Sussurrando perversos versos a mim,
(paixão aos meus ouvidos).

Estou cansado agora;
O calor me opera o corpo,
Traz a tona às queimaduras em minha pele;
Pois hoje tudo parece mais distante, vazio,
Sem você aqui pra compartilhar da minha paz,
Do meu alento...

(Finalizado em julho de 2006).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Contando Grãos...

Se o universo é infinito,
O perco, o cerco.
E todo pouco de tempo que tenho agora e antes dos tempos é infinito...
Ninguém sabe, mas já me tornei escravo disto também;
E meu amor por ti fez mais disto.
Os grãos me cercaram; fui um deserto em meio a um oceano,
Insaciável, e por isso talvez seja infinito...
E talvez quando parar e racionar o meu amor, eu me decepcione...
E o universo terá fim um dia,
Nas minhas palavras, no meu amor.
Num coração cheio de grãos de areia que calculou o universo...
E a ele deu um fim.

(Finalizada em julho de 2006).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Minha Humanidade...

As coisas que escrevo não mais me satisfazem...
Minha razão não toma meu ser,
E sou VITIMA...

...Vitima dos pecados mortais,
Da ira,
Da preguiça...
E enquanto os sentimentos me tomam,
Perco-me.

A inventividade foge a mim.
A ferrugem paralisa meu corpóreo-rosado.
Pois sou o pecado original...
... O pecado dos anjos,
Dos lençóis mortos,
Do céu e do inferno...
Sou VITIMA dos teus prazeres...
... E da minha humanidade.

(Finalizada no início de 2007).

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Minha Extinção... (Pensei mudar...)

Deixei pra trás as coisas que me fizeram,
As coisas que aprendi,
Tudo para ser melhor pra você.
Ofereci proteção, amor...
Como se toda vez que lhe sentia eu perdia um pouco de mim,
E isso me ajudava a dar a volta por cima.
Mas quando cheguei, vi que não existia mais espaço para mim,
E deixara, eu, de existir...

(Finalizada em 2007).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Minha Extinção... (A capela...)

Chega de visões passadas;
De poesia e dor...
Eram lágrimas luxuriantes que escondiam a face.
E lá versos vagos se espalham;
Nas ruas escuras que no momento me atam, revelam, contrastam;
Cegam-me num desejo quase surreal...
O coração badala no sino da velha capela
E agora anseio apenas um futuro incerto.
Abandonando aos olhos dela as paixões de um mundo irreal.

(Finalizada em 2007).

domingo, 4 de janeiro de 2009

Minha Extinção... (Benzina)

Todas as suas criações
Todas loucas correm,
Brincam entre sangue e urina
Onde os ossos encravam aos pés...
Sacrifícios feitos ao negro âmbito dos homens,
Sais fervem os céus entre nuvens de gás e a carne podre do chão,
Pois vejo o príncipe, cujas gengivas ferem ácido, subindo dos infernos.
E seu cheiro de morte, perversão, irrita a narina numa freneticidade quase imoral...
Mas nossas crianças estão todas loucas.

(Finalizada em meares de 2007).

sábado, 3 de janeiro de 2009

Minha Extinção...

Pobres tolos.
Tenho ira sobre vocês,
Odeio seus modos,
Suas manias desavergonhadas, falsas.
Tem-se acima das regras,
Dos semelhantes;
Mas encontrarão tempos de trevas em seu caminho,
Espalharei a peste,
E meus cavaleiros farão de suas liberdades sonhos,
Utopia...
Ódio lacrado por anos aflora em mim
E hoje não tenho mais vergonha de ti,
Quero que me consumeis e me extinga meu semelhante,
Que já tão estúpidos não são necessários.
E assim também me tornarei um objeto supérfluo,
Para aceitar minha própria extinção...

(Finalizada em 2007).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Pulsar da Águia...

Quisera estar alto,
Tão alto que ninguém pudera escoltar-me.
À morte...
Quisera ver-me alto,
Como águia que voa ao chão;
Olhos que te seguem
Encontram;
Preparada para sucumbir na sede das minhas veias.
E a vida se foi no giro das balas;
No pulsar,
Nos sorrisos trocados,
Nos meus sentimentos que te vêem lá de cima...

(Finalizada em 15.4.2007 às 00h24min).

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Forense

Alma vendida
Apagando...
Caindo sobre o lado errado do cinzeiro – o câncer –
E era o prazer no olhar,
Enigmático, mas tentador.
A taça do gim transparentável – (tóxico) – o refletia;
Em seu reino sobre outros... (soberba)
Induzindo-lhes, corrompendo, e comprando-os; -ferindo-os –
Pois amigos não tinha, era coexistente ao silêncio,
“A ausência” presente – e assim existia,
Sobre a face da terra, envolto no gim...
Sabe-se que ali esteve;
“Pena não saber quem o foi...”.

(Finalizada em 8.6.2007).