Caminhei confuso e só... Invisível a esta multidão.
Onde ao menos entendia o que havia... Já ficara oco nesta cidade, e hoje deserto de emoção.
Tendo por mim o céu barroco deprimindo-me, vendo-me num futuro inexato...
Mas agora sei que só pude me enganar, envolvendo-me aos arcanos do abstrato.
Que por tanto estive tão longe de chegar que me tornara estrangeiro de mim,
Vi-te ali por me encontrar. Uma aliada a me tirar deste fim.
Levando-me para outro lugar, outro espaço, onde o silencio faz-me um santuário; onde possa evitar a solidão...
Devagar, onde possa me ver, me curar, longe desta vastidão...
Então me toque, de uma maneira que me ensine como crescer fora deste labirinto, desta cidade de anjos.
(2007).
Sobre o autor...
- o Francês
- Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
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