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Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Perverse Blues Love

No palco o blues rasgado pelas balas,
Às chaves sobre a mesa, e o solo irreprimível dos olhares,
O blues boy, um poema do asfalto cuja vida leva nas malas,
E junto a ele, o demônio que em si carrega.
Um copo a mais, e ele chega aos seus definhares.
Um corpo a mais, e esta noite lhe cega.
Pois não é de aço, é apenas um etílico nu em pensamento,
Enquanto a chuva corre-lhe o rosto e a estrada caminha para trás.
Ele é um apaixonado lutando contra o abrasamento,
E se ela não vier, pode o sol jamais nascer, pois pra ele falta não faz.
Sem ela era o blues boy, filho da noite, com a barba por fazer,
Correndo entre os becos, cheirando a cigarros, bebidos e prazer,
Agora não importa mais quantas balas ele disparará,
Será sempre etílico assim,
E se hoje há um ultimo blues que ele cantará...
Este último, sem ela, não encontrará fim.

(Finalizada em 10.12.2006 às 01h37min).

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