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Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

sábado, 22 de novembro de 2008

O Magnífico Caracol Suicida

Caminha minha face o ávido vermelho que segue os rios dos olhares e
Pinga ao queixo – Separa-me poeira a poesia.
As marcas remontam minhas derrotas - Que abertas, agora jorram...
ROTAS... Aos vermes – Me recria.

Minha mente extasia os ladrilhos. – Não vos fito mais...
Caio e o semitransparente do tempo – PÓS-LENTO...
Sem cor... Alforria aos meus animais

De joelhos contemplando
De mim um caracol caminhando... A lâmina que o fere.

FUGA! – VITÓRIA!

A dor consome minha ilusão enquanto esfarelo,
Jorro vida, minha... MEU TOM AMARELO
Nos dedos que matam, entorpecem... – REFREIAM!
Faz de mim outro, nos ferrolhos, nas feridas. PERMEIAM!

E o ávido secará ao chão; ao sol,
Minha alma livre sujando as roupas – O chão do quarto,
E meu olhar magenta sai deste ato.
Por fim caminhado na lâmina; o caracol...

Suicida desesperado sangrando a NAVALHA
Canalha! Preparado para morrer...
Mortalha de caracol – Do homem na estrada
Oh lâmina falha!

(Finalizada em 7.8.2007).

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