Passa o vento
Venta e passa
E fico, eu, aqui lendo:
A minha própria desgraça.
Como tu caracol me clausuro
E carrego minha casa.
Mas se transpasso meu muro
Ainda vejo minha desgraça.
Resisto vento e sol
Chovam dias sem dó;
Então me solto caracol
E como a ti, também, cair ao pó.
Só que teu muro é de concreto
E o meu, é de amor sem fim;
Mas que a mim este é tão incerto
Quanto o que caminhas no ano a mim.
Conhecê-lo-ei este muro todo;
Amarei, e cairei;
E assim mesmo banhado no lodo
A este “amor”; prender-me-ei.
(Em algum lugar em 2007).
Sobre o autor...
- o Francês
- Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.
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